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Trabalhos realizados no ano lectivo 2004/05

 

Ao fim da tarde

 

            Pela estação do correio, entrou um homem de idade avançada, apoiado a uma bengala. Aproximou-se do balcão e cumprimentou o empregado:

-         Muito boas-tardes!

-         Ora viva! – observou o empregado. – Então o que o traz por cá?!

-         Sabe, tenho o meu filho lá para Lisboa e lembrei-me que faz anos hoje. Disseram-me, ali no jardim, que ainda iam a tempo umas palavrinhas para ele, se  eu quisesse...

-         Pois vão! Claro que já não poderá ser por meio de uma carta ou um bilhete postal! Mas ele terá telefone, lá em casa?

-         Não sei lá disso, menino!...

-         Bem, e a direcção dele?...

-         É isto que quer?!

      O homem retirou dum dos bolsos do colete um envelope dobrado que estendeu ao funcionário.

 

Alexandre Caeiro

 

 

Comprar roupa nova

- Não posso ir jogar à bola esta tarde – disse o Joanico  ao Marcos. – Depois do almoço tenho de ir à baixa comprar roupa para a escola.

Mas, durante o almoço e no caminho até à baixa, esteve sempre calado, a pensar no desafio, desejando estar àquela hora a correr no campo.

Pensava também que, se se  despachassem depressa, à volta ainda   podia  chegar a  tempo de disputar um ou dois jogos. Mas a mãe  não tinha pressa.

Levou tempo a  resolver-se antes de lhe comprar as calças, as camisas, os sapatos e as peúgas! E quando tudo aquilo estava embrulhado, foi ver os sobretudos.

Se voltássemos cá amanhã  ou no outro dia? – pediu o Joanico.

-  Não senhor – respondeu a mãe. – Os sobretudos estão hoje em saldo. Experimenta este, Joanico.

E o Joanico, desanimado, teve de provar vários sobretudos quentíssimos e pesados. Por fim, lá escolheram um.

As compras haviam terminado.

Carlos Silva

 

O meu fim-de-semana

 

Na sexta-feira saí da escola, fui para casa e fiz logo os trabalhos de casa.

No sábado vim à vila com a minha mãe, às compras e beber o café.

Depois  quando o meu irmão João  veio da vila  eu fui jogar à bola com ele e depois levei uma bolada no nariz .

A seguir fui tomar banho e fui vestir a roupa do rancho e fui andando para a casa do rancho. A seguir fomos dançar à Eira do Quarto. A seguir fomos lanchar e  eu só comia tortas de chocolate. Eu, a Nela, a Alice e a Sabrina fomos brincar, depois eu fui para casa.

No Domingo eu fui à missa  e à uma hora fui para casa almoçar. Depois eu fui brincar para a rua até às seis horas da tarde  e a seguir fui dormir uma sesta.

Eu gostei  deste fim-de-semana.

 

Marta Teixeira

 

A história do Pinóquio

Era uma vez um menino de Madeira que vivia com o seu pai Gepeto.

O menino era para ir para a escola e como o seu pai não tinha dinheiro vendeu o casaco.

Quando ia pelo caminho, Pinóquio encontrou um circo mas não tinha dinheiro para pagar o bilhete. Então teve uma ideia, decidiu vender os livros e lá o deixaram entrar. Mas no circo havia um senhor que o queria apanhar para que ele fizesse parte do circo. O Pinóquio fugiu e, outra vez no caminho, encontrou uma raposa e um gato.

O gato e a raposa disseram-lhe que se queria ficar com mais moedas teria que enterrá-las. Um grilo disse-lhe que era tudo mentira mas o Pinóquio preferiu não acreditar no grilo.

A raposa disse-lhe:

- Amanhã de manhã vens cá desenterrar as moedas e verás que tens mais. Mas, durante a noite, o gato e a raposa foram desenterrar as moedas e, como o Pinóquio viu, atirou-se para dentro de uma carruagem onde pensava pudessem estar os dois mentirosos. Entretanto, essa carruagem caiu ao mar e foi engolida por uma baleia.

Dentro da garganta da baleia o Pinóquio encontrou o seu pai Gepeto e ficaram ambos muito contentes.

Para saírem da garganta da baleia, eles fizeram uma fogueira e ela cuspiu-os.

 

Marta Teixeira (adaptado)